Apesar da formação em Física Quântica, Wladymirr é uma pessoa de grande cultura geral. Gosta de arte, de música, de Literatura - mas não curte muito nem praia, nem esporte. Como morou muitos anos na Alemanha, acabou adquirindo um certo gosto pelos artistas de lá, como Goethe, Schiller, Hesse, Fassbender, Beethoven, dentre outros.
Quando não está mergulhado em suas teorias, Wlad relaxa lendo. Literatura é uma de suas paixões. A outra, o teatro. Mas, como não gosta muito de se misturar, prefere ler uma boa peça. Acha Demian e Sidarta, de Hesse, bons livros, apesar de espiritualizados demais. Gosta de Doutor Fausto, de Thomas Mann. Também põe um disco na vitrola, de preferência uma ópera do Wagner. Tannhäuser und der Sängerkrieg aus Wartburg é sua preferida, de modo que sabe os três atos de cor. Mozart era legal, mas tinha o "defeito" de ser austríaco. Não gosta muito de música popular. Pop, sertanejo e funk, nem nos piores pesadelos!
Não curte muito bebida alcoólica, mas um vinhozinho de vez em quando cai bem. Um Liebfrau verdadeiro. Não a cópia brasileira. Detesta cerveja. E olhe que já até namorou uma menina da Baviera! Também não curtia muito futebol, um dos esportes preferidos dos alemães, senão "o". Mas adorava um Feinkosten, um Einsbein, um Würtze e uma Apfelstrüdel. E, é claro: um café preto e um pãozinho de queijo, nem quentinho, saindo fumacinha...
Tanta "germanice" acabou por deixar Wladymirr um tanto quanto sofisticado, refinado. E um pouco arrogante, por assim dizer. Sem perceber, tinha arroubos de superioridade. Dentro de si, se acha uma pessoa legal. Mas não tem paciência para a ignorância alheia, por isso, escolhe seus alunos a dedo. Não se acha "amigo" deles, mas um mestre - e olha a todos como discípulos. Até porque, sem perceber, Wlad fica cada vez mais reservado, mais misterioso, porque tem segredos que não quer, nem pode revelar. Como sua própria noção do Tempo. Que ensina apenas àqueles que escolhe a dedo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário