Palavras de Wladimyrr:
O tempo parece um losango, mas é melhor pensar nele como uma sanfona. Se você tomar o tempo como uma linha, um dado acontecimento pode criar uma bifurcação, dividindo-a em quantas partes forem possíveis. Para efeitos didáticos, a gente pode imaginar duas sublinhas, A' e A''. Nelas, o mesmo acontecimento pode ter dois desdobramentos. Por exemplo: se um Zezinho qualquer aposta na loteria em um ponto A' e perde, se ele pudesse voltar no tempo e enviar os número para ele mesmo num ponto A'', ele ficaria pobre num ponto, mas rico no outro.
No entanto, tal fenômeno se daria nesses dois pontos, que são os pontos máximos em que a linha se bifurca. Depois, esse mesmo Zezinho, que ganhasse na loteria, empobreceria, a medida que o outro, mais pobre, recuperaria um pouco do seu patrimônio, igualando as duas realidades quando as linhas voltassem a se cruzar, retornando ao estado anterior. Isso existe porque o tempo possui uma espécie de "gravidade temporal". É como quando a gente joga uma pedra para o alto. Ela atinge um ponto máximo, mas volta à origem. É claro que isso se daria proporcionalmente, até o ponto em que a linha se tornasse una novamente.
Existe, porém, uma exceção, mas apenas se um fato extraordinário, fenomenal, acontecesse, e aí poderia haver mais possibilidades nessa bifurcação do tempo. Mas, nesse caso, nem uma viagem no tempo poderia influenciar nessas consequências...
VWladimyrr parou na metade suas elucubrações para pensar um pouco mais no tempo, ouvindo "The Confrontation" da ópera "Les Misérables".
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